Ela ocupa todos os meus domingos..
Das 14h às 19h, é sagrado.. Estarei lá curtindo o fim do descanso..
Chego a contar os dias para poder desfrutar de tal tranquilidade!
Como faz falta, a Redenção, nesse domingo frio e chuvoso!
O que resta é ficar no aconchego da casa da vó, comendo 'churranco e bom chimarrão'..
Sim, o chimarrão de domingo, tão sagrado quanto a Redenção!
Nesse momento não chove, mas o dia está de cara amarrada assim como eu..
Freud dizia: 'Ainda pode ser pior'
Pois sim, domingo de clássico no futebol gaúcho..
Em meu corpo, pouca disposição; em minha mente, pouca inspiração..
Hoje, nesse dia tão chuvoso com cara de sono à tarde, fico aguardando o apito inicial..
Enquanto ele não chega, vou me divertindo, colocando pra fora o que sinto e fazendo o que descobri ser muito prazeroso: escrever!
Ler, não! ESCREVER!
Para isso não é preciso ler nada, quando nos damos conta, as palavras saem dos nossos dedos digitadas no computador o qual pertence à casa que mais prezo depois da minha: a da minha avó!
Ela; escritora, poetisa, inspiradora de muitos textos mundo a fora..
Os meus não fogem à regra..
É dela esse sangue herdado fascinado pela escrita..
Talvez ele tenha enfraquecido com o passar das gerações pois a leitura não me encanta tanto quanto a escrita..
O certo é que, nunca consigo ficar com o propósito inicial do texto!
Juro que tento, mas acabo pegando um rumo diferente do que tinha me inspirado antes de fazê-lo e me deixo levar aos rumos que o texto me carrega..
Acabo nem lembrando do que estava escrevendo inicialmente..
Releio-o e percebo que eles nunca vão chegar à complexidade e importância dos textos da dona da casa que me encontro..
Tentando voltar à Redenção..
IMPOSSÍVEL!
Todas as idéias se foram e eu acabo contando isso mesmo!
Nada mais me faz continuar a escrever o que eu desejava..
ACABOU A INSPIRAÇÃO, ACABOU O TEXTO!
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